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Agência 365
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Mark Zuckerberg apresentou uma visão ambiciosa para o futuro do negócio principal da Meta: um dia, anunciar nas plataformas da empresa será tão simples quanto inserir um número de cartão de crédito e um objetivo comercial. A IA cuidará do resto. Mas, na prática, a transição está longe de ser suave — e os profissionais de marketing que operam nas trincheiras têm opiniões bem divididas sobre o que realmente funciona.
Nos últimos meses, a Meta tem investido agressivamente em automação e personalização baseadas em inteligência artificial. Seus novos sistemas — Andromeda, Advantage+ e o agente de IA Manus — estão remodelando a forma como anúncios são criados, segmentados e veiculados no Facebook e Instagram. Para os profissionais de marketing, isso significa ceder cada vez mais controle aos sistemas "de caixa preta" da Meta.
Neste artigo, a Agência 365 analisa o que está mudando, o que funciona de verdade, onde estão os riscos — e como a sua marca deve se posicionar diante dessa nova era.
Segundo informações do Wall Street Journal, a Meta afirmou internamente que a automação completa de anúncios poderia chegar ao final de 2026. A promessa é sedutora: bastaria definir um objetivo de negócio e um orçamento — a IA faria todo o trabalho pesado de criação, segmentação e otimização.
No entanto, compradores de mídia e profissionais de marketing consultados por veículos especializados dizem que essa realidade está muito mais distante do que a Meta sugere. As avaliações das ferramentas mais recentes são controversas, e muitos gestores de tráfego reportam que a automação total ainda produz resultados inconsistentes.
"A Meta tem tentado automatizar a compra de mídia simplificando o processo, mantendo o público-alvo amplo, dando aos anunciantes menos controle e ferramentas para restringir a segmentação. Tudo isso é possível graças a algoritmos mais inteligentes que, segundo a Meta, priorizam conjuntos de dados maiores para permitir que o algoritmo tenha mais influência." — Aaron Edwards, CEO da The Charles Group
O Andromeda é o novo sistema de recuperação de anúncios da Meta, implementado desde o final de 2024. Ele mudou fundamentalmente a lógica de como os anúncios chegam aos usuários.
Antes: o anunciante criava uma campanha fixa, direcionava para segmentos específicos de usuários e o algoritmo otimizava dentro dessas restrições.
Com Andromeda: a Meta incentiva o upload de uma maior diversidade e volume de criativos, exibindo-os para um público amplo. A IA então determina quais mensagens, formatos e abordagens têm maior probabilidade de gerar repercussão em diferentes grupos de usuários.
A mudança é profunda: não se trata mais de você escolher para quem mostrar, mas de a IA descobrir quem quer ver. Na prática, isso exige uma revolução na produção criativa.
O novo sistema demanda uma quantidade de ativos criativos nunca vista. Profissionais de marketing relatam que uma única tarefa de cliente pode exigir 300 a 1.000 ativos criativos únicos para alimentar o algoritmo adequadamente. E aqui mora o detalhe crucial: não são 1.000 pequenas variações do mesmo anúncio. O que funciona são conceitos e histórias completamente distintos.
Segundo a própria Meta, as mudanças implementadas no Andromeda no terceiro trimestre de 2025 resultaram em uma melhoria de 14% na qualidade dos anúncios no Facebook.
A Meta expandiu agressivamente seu conjunto de ferramentas Advantage+, que abrange criação, segmentação e otimização de orçamento. Mas a forma como essas ferramentas são implementadas gerou controvérsia no mercado.
Muitas vezes, os profissionais de marketing são automaticamente incluídos nos novos recursos de IA — quer queiram ou não. Gestores de tráfego relatam que precisam constantemente vasculhar o Gerenciador de Anúncios para descobrir quais funcionalidades foram ativadas sem aviso prévio.
"Estamos constantemente tendo que ficar procurando e tentando descobrir qual é a nova funcionalidade que eles ativaram sem nos avisar, para que possamos testá-la com mais precisão e saber exatamente no que estamos nos metendo." — Hayley Owen, VP Sênior e Diretora de Mídia do Deutsch
A Meta respondeu que, a partir de março de 2026, implementou funcionalidades para garantir que anunciantes que optem por não usar os anúncios Advantage+ tenham essa preferência salva para campanhas futuras. No entanto, o sistema continua recomendando a reativação da automação, alegando que "nossos dados mostram que a automação oferece resultados mais expressivos para a maioria dos anunciantes."
Alguns anunciantes já começaram a notar a presença do Manus — o agente de IA adquirido pela Meta em dezembro de 2025 — integrado ao Gerenciador de Anúncios. Embora a proposta seja ajudar na configuração e otimização de campanhas, as primeiras avaliações consideram a ferramenta "muito básica", segundo Jeremy Schulkin, VP Sênior da Hawke Media.
Produzir centenas de criativos únicos parece exigir o uso de IA generativa. No entanto, existe uma desconexão significativa entre o que a tecnologia oferece e o que as marcas aceitam usar.
Grandes marcas estão receosas em usar conteúdo criativo gerado por IA. Os riscos legais da geração de imagens não divulgadas, problemas de direitos autorais e a perda de identidade visual são as principais preocupações.
"A maioria dos nossos clientes quer manter o controle porque investe muito tempo e esforço na construção da sua marca. Até agora, não encontrei nenhum cliente que tenha dito: 'Podem usar à vontade'." — Hayley Owen, Deutsch
Enquanto as ferramentas criativas nativas da Meta recebem avaliações mistas, agências de performance relatam sucesso usando IA generativa de terceiros com diretrizes de marca muito específicas para produzir o volume de criativos exigido pelo Andromeda. O consenso atual é:
A grande justificativa da Meta para o investimento em IA é o aumento de performance dos anúncios. Mas os resultados no campo são mais nuançados do que os press releases sugerem.
"No fim das contas, os problemas que continuamos a observar são o gasto excessivo em anúncios de baixa qualidade, o baixo engajamento em determinados grupos demográficos e regiões e a falta de configuração adequada dos anúncios. As marcas ainda precisarão de um certo nível de interação humana por um bom tempo." — Jeremy Schulkin, VP Sênior da Hawke Media
Como agência de tráfego pago e especialistas em Meta Ads, vivemos essas mudanças no dia a dia. Aqui está a nossa análise prática sobre como sua marca deve se posicionar:
A IA não vai substituir o gestor de tráfego competente. Mas vai substituir o gestor medíocre. A diferença entre "deixar a IA rodar" e "orquestrar a IA estrategicamente" é o que separa campanhas que desperdiçam verba de campanhas que escalam.
O Andromeda premiará marcas que produzem diversidade criativa real — não variações preguiçosas. Se você não tem uma operação de design e copy capaz de alimentar o algoritmo, está perdendo alcance e pagando mais caro por lead.
Automatize a execução, não a estratégia. A IA é excepcional em testar variáveis e encontrar padrões. Mas definir proposta de valor, posicionamento de marca e narrativa de conversão são competências humanas insubstituíveis.
Na Agência 365, utilizamos sistemas de IA externos com branding rigoroso para produção criativa em escala, e as ferramentas nativas da Meta para otimização de distribuição e orçamento. Essa combinação híbrida é o que gera os melhores resultados comprovadamente.
Andromeda é o novo sistema de recuperação de anúncios da Meta que reformulou a maneira como os anúncios são veiculados aos usuários. Em vez de direcionar campanhas fixas para segmentos específicos, incentiva o upload de maior diversidade de criativos exibidos para um público amplo, onde a IA determina quais mensagens têm maior probabilidade de gerar resultados em diferentes grupos de usuários.
Não completamente. Embora o Advantage+ já represente 60-70% dos gastos de muitas agências na plataforma, profissionais de marketing reportam que as ferramentas ainda direcionam anúncios para posicionamentos de baixa qualidade e carecem de configuração adequada. A interação humana estratégica continua necessária para garantir resultados de alta performance.
Depende da abordagem. As ferramentas criativas nativas da Meta ainda apresentam resultados inferiores a sistemas especializados. A recomendação é usar IA externa com diretrizes de marca rigorosas para produção em escala, e utilizar as ferramentas do Advantage+ apenas para ajustes menores como sobreposições e otimizações de contraste.
Sim. A Agência 365 opera como agência de tráfego pago especializada em Meta Ads, Google Ads e YouTube. Utilizamos o Método 365 para integrar automação inteligente com supervisão humana estratégica, garantindo que a IA potencialize resultados sem comprometer o controle da marca e a qualidade criativa dos anúncios.
A Agência 365 é especialista em tráfego pago e integração de IA com estratégia humana. Se você quer escalar seus resultados sem perder o controle da sua marca, converse com nossa equipe.
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